Timbaúva. Praça Xavier Ferreira, Rio Grande, 2010.
Não sei ainda como começar, mas preciso escrever, já estou guardando muito as palavras, os sentimentos, as lágrimas... quero saber do que somos feitos. Não..., na real quero é entender por que sentimos dificuldade em aceitar os feitos da vida?! Feitos de carne, memória, sangue, história, água, feitos de morte, felicidade, tristeza, momentos, eternidade, segundos, olhares, cheiros, sentidos outros, que são dos outros e meu também. Falamos com tranquilidade para os amigos, que encontram-se em desespero, que tudo vai passar, mas quando é conosco, por que a impossibilidade de acalmarmos a nós mesmos? O mundo é complexo pra caramba, as dimensões que aqui estão inquietam os nossos pensamentos, as sensações nem se falam, e frente a tudo isso encontramos o ser humano, um grãozinho, um pedacinho nesse todo grande espaço, e achamos que os nossos problemas são problemas... aiai... ser racional! Quero ser mais espírito, quero ser mais sensível, quero me encontrar para me perder, preciso saber... de que é feito o feito do ser!?